O Social Media Week é um evento global realizado simultaneamente em 21 países e focado em refletir sobre como as mídias sociais estão impactando e mudando governos, corporações e a sociedade como conhecemos. A discussão não é nova, mas as respostas continuam não satisfazendo e, com a chegada das mídias sociais, novamente vale a pena parar para pensar se, no final das contas, esse incrível universo de ferramentas sociais está criando mais exclusão, mais segregação ou se, por outro lado, elas têm tido um papel de inclusão social de verdade. Para conversar conosco teremos Tiago Dória (IG), Luciana Annunziata (Dobra) com a participação/moderação de Luciano Palma (Consultor).
SBGC TV - KM Brasil 2011, dias 3, 4, e 5 de Outubro Na 10ª edição do KM Brasil - Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento - as discussões esquentaram com o painel de PKM - Personal Knowledge Management - o Painel moderado por Luciano Palma, contou com as apresentações Luciana Annunziata (Dobra) e Christiane Ng (Café com Blogueiros). Acompanhem a entrevista com Luciana Annunziata especialista em inovação e aprendizagem social, realizada no #kmbr11. O painel PKM foi o melhor avaliado pelos congressistas e críticos da gestão do conhecimento presentes no evento. Luciana Annunziata (@Luziata) é socia diretora da Dobra, e voluntariamente contrubuiu para o KM Brasil 2011, socializando conhecimento. Ela é mestre em criatividade aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela, psicodramatista formada e pós-graduada pela Role Playing, consultora de Processos formada pela Adigo Consultores e economista formada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Um dos trabalhos que estamos desenvolvendo atualmente tem como foco as startups de tecnologia mobile. Fazer parte da equipe da Startup Farm tem trazido aprendizados importantes e um dos temas que tem nos interessado é a ideia de pivô. Empreendedores “pivotam”, seus negócios, ou seja, mudam sua estratégia com certa frequência, pois estão explorando zonas de mercado muitas vezes desconhecidas. O mercado de tecnologia é especialmente dinâmico e muitas vezes durante o projeto surge uma empresa com foco semelhante, ou um obstáculo tecnológico inesperado. Então "pivotar" é parte da essência do empreendedorismo. Mas em torno de quê esse pivô se organiza? Como mudar de rumo sem perder de vista o sonho que guia o empreendimento? O que é de fato “pivotar”? A partir disso criamos o conceito de pergunta-pivô, que virou uma tag importante no processo da Startup Farm. É em torno dessa pergunta que se ergue o negócio e é em torno dela que o negócio “pivota”. É como se o empreendedor já erguesse sua empresa com as capacidades de gestão de mudanças embutidas! Parece bom. Meu livro favorito sobre perguntas não foi escrito por nenhum empreendedor, mas pelo poeta chileno Pablo Neruda. Chama-se: O Livro das Perguntas e procura nos levar ao limite da imaginação. Neruda faz perguntas tais como: Por que os imensos aviões não passeiam com seus filhos? Por que as árvores escondem o esplendor de suas raízes? A fumaça conversa com as nuvens? Por que as folhas se suicidam quando se sentem amarelas? As lágrimas não choradas esperam em pequenos lagos? Com isso, o poeta nos faz observar quantas possibilidades ocultas o mundo tem. Os empreendedores fazem exatamente isso: imaginam e exploram novos espaços de negócios. Mas para isso precisam de clareza. Qual é a questão do mercado que eu quero responder? O que torna meu projeto realmente importante? Questionando-se sobre isso o empreendedor encontra a pergunta pivô. Veja algumas das que surgiram na Startup Farm: Como tornar o processo de desenvolvimento de jogos tão simples quanto o próprio ato de jogar? Como usar a web para aproximar mães e filhos? Como criar um museu mobile de bolso? São perguntas que nascem da observação do mercado, mas também da inspiração e da imaginação. De certa forma, são “perguntas de Neruda”. A pergunta-pivô é fundamental para dar um “centro” ao empreendimento, para trazer foco para a equipe de uma startup, para montar um pitch (a apresentação para investidores), para checar se o espaço do empreendimento que está nascendo já está ocupado por outra empresa. Ela serve também para focar conversas sobre a nova empresa, para checar o entendimento e para ajustar a linguagem que se quer falar com os clientes. Juanita Brown e David Isaacs, criadores do World Café dizem: “Uma vez que as perguntas estão intrinsecamente relacionadas à ação, elas despertam e orientam a atenção, a percepção, a energia e o esforço, e estão, por isso, no centro das formas de evoluir que nossas vidas permitem. A criatividade exige que façamos perguntas legítimas, aquelas para as quais uma resposta não é conhecida de antemão. As perguntas funcionam como convites generosos à criatividade, trazendo à tona aquilo que ainda não existe”. Uma startup é isso: ela nasce num lugar que ainda não existe e, para mobilizar a criatividade dos envolvidos precisa ter um pivô claro e enterrado com paixão num território que se quer realmente conquistar. É em torno disso que surgem as capacidades de gestão da mudança tão admiradas nos empreendedores. Há sentido em suas ações, o que torna o processo de mudança mais ágil e menos dolorido. Mas podemos extrapolar a ideia de pivô. Essa síntese entre inspiração e foco que ele representa é fundamental para qualquer projeto ambicioso que procura explorar um espaço novo de mercado. A arte de fazer as perguntas certas é um dos segredos da inovação e para encontra-las é preciso mapear o território do negócio, conversar com a equipe, eliminar, malhar a ferro, re-enunciar mil vezes até encontrar a essência do que se quer dizer. No final, há uma simplicidade surpreendente nas perguntas pivô, como se estivessem o tempo todo ali à espera de alguém que as encontrasse. É só questão de perceber e fincar a bandeira! * O Startup Farm irá visitar as principais cidades brasileiras em desenvolvimento digital. Para saber mais e fazer sua inscrição acesse o site: http://startupfarm.com.br/inscreva-se-agora
Para quem quer entender não só as gerações Y, Z e o que mais vier, mas também com estão mudando todos os relacionamentos na atualidade, esse vídeo é obrigatório. Douglas Ruskoff é um jornalista e ativista americano que procura investigar o futuro do mundo em que vivemos. Seu livro Program or be Programmed é outra pérola. Curta! http://www.youtube.com/watch?v=_nt3i4m54dw&list=FLTRB6nXlQTt9GKpca6eWafQ&index=4&feature=plpp
O livro "Maps of Imagination: the writer as a cartographer", foi um dos nossos últimos achados e tem tudo a ver com as andanças da Dobra pelo mundo das cartografias da complexidade. Nele, o escritor Peter Turchi fala de literatura, mas aborda especialmente a necessidade humana de criar imagens mentais e construir mapas do desconhecido para se orientar. Desenhar essas cartografias, segundo ele, é poder criar territórios imaginários e conquistar novos espaços mentais. Desenhamos para dar sentido ao mundo e ao mesmo tempo para materializar uma certa visão. Na perspectiva de antigos exploradores, além do Canal de Suez havia monstros e não um lugar cujo mapa pudesse ser visualizado. Na perspectiva de um nova yorquino, o mundo terminaria logo depois do Rio Hudson. Turchi conta histórias preciosas de obras famosas que contém mapas, tais como Moby Dick, de Herman Melville, ou A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, além de mostrar versões surpreendentes do Mapa Mundi Criar imagens é criar novos possíveis.




















