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Jay Cross e Aprendizagem Informal
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No desenho dos nossos projetos de aprendizagem constantemente usamos como referência a contribuição de Jay Cross e a equipe do Internet Time Alliance, um grupo dedicado reflexão multidisciplinar sobre aprendizagem.

Jay Cross é graduado na Universidade de Princeton e Harvard Business School. Ele é um pesquisador e estrategista que ajuda as organizações a discutir e desenvolver novos modelos de aprendizagem. Foi o criador do termo e-learning na web em 1998 e é um dos executivos da Internet Time Alliance, Jay Cross é autor dos livros: Informal Learning: Rediscovering the Natural Pathways” (2006) e Learnscaping (2008), nos quais apresenta conceitos e técnicas para empresas e organizações que buscam otimizar seus fluxos de treinamento e aprendizagem.

O livro Informal Learning traz novos elementos sobre aprendizagem. Uma das contribuições mais importantes do livro é que a constatação de que a maioria das experiências de aprendizagem misturam aspectos formais e informais,  sendo assim, devemos considerar os contextos formais e informais e suas amplitudes de resultado.
Para Jay, o aprendizado nas organizações acontece de fato no contexto informal.

“O aprendizado informal é um retorno ao modo natural das pessoas aprenderem: através de conversas uns com os outros, experimentando e ouvindo histórias. Aprendizagem é como as pessoas se adaptam a condições mutantes; e as coisas estão mudando mais rápido do que nunca.”

Já o contexto formal, aquele que é realizado em escolas, cursos, salas de aula, e workshops, a absorção do conteúdo não é totalmente satisfatória, 20% apenas. A aprendizagem formal é oficial, é normalmente agendada e alimenta um curriculum. Na maior parte do tempo é top-down os aprendizes são avaliados e recebem notas ao mostrar que sabem o que outra pessoa considera importante.

O autor complementa: “Nenhuma área corporativa é detentora do aprendizado”.

O aprendizado corporativo envolve fluxos de informação, comunicação corporativa, relação com clientes, gestão do conhecimento, treinamento, indução, debriefing, suporte à performance, mentores e coaches, arquitetura e design dos locais de trabalho, cultura corporativa, tecnologia da informação, comunidades profissionais, otimização de redes sociais, prototipação rápida, contar histórias, colaboração, reuniões significativas e muito mais.”

Como exemplos de aprendizado informal, Jay Cross inclui: aprender através da observação, tentativa e erro, chamar um help desk, perguntar ao seu vizinho, viajar a um novo lugar, ler uma revista, conversar com outros, fazer parte de um grupo, compor uma estória, refletir sobre os eventos diários, queimar o dedo no forno, acordar com uma inspiração, criar uma criança, visitar um museu e ter um hobby.

A diferenciação do contexto formal e informal que Jay relata no livro pode ser representado nos diagramas:


 

 

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