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Neste vídeo, Steven Johson explica rapidamente de onde vêm as boas idéias, analisando as características de ambientes que favorecem o seu aparecimento. Boas idéias nascem da colisão entre intuições pré-existentes, e aparecem de forma mais lenta do que costumamos acreditar. O momento de "Eureka" é, na verdade, o resultado de um processo muito mais longo em que pedaços de idéias vão se conectando e incubando nas mentes de pessoas ou grupos inovadores. Na era da conectividade, temos um grande potencial de misturar e fazer colidir nossas idéias.

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Entender a importância e o papel da liderança em um mundo de incerteza e crescente conexão entre as pessoas é um grande desafio. Margaret Wheatley, tradicional pensadora do tema liderança, traz uma visão inovadora em seu livro Liderança e a Nova Ciência. Ela aborda como novas descobertas da ciência colaboram para uma nova visão das dinâmicas que envolvem as organizações. Segundo a autora, o legado da “velha ciência” - a física de Isaac Newton e os princípios da engenharia desenvolvidos na era da revolução industrial, causaram uma profunda influência no pensamento e na forma de perceber o ambiente. Temos tentado organizar o mundo, incluindo as instituições, usando a analogia de máquinas que podem “ser separadas em peças”. Ainda vivemos sob a influência de 3 crenças culturais primordiais do ocidente: o individualismo, a competição e a visão de mundo mecanicista. Essa influência  dificulta a nossa convivência como seres humanos, seja no trabalho ou em outras instâncias. Wheatley explica que as contribuições da nova ciência têm revelado que o universo é muito mais complexo do que uma simples coleção de partes físicas que interagem de acordo com leis previsíveis. Assim, podemos compreender o mundo de forma mais holística; observando que nosso ambiente é composto por sistemas que são inteiros e por uma rede de relações. “Em todos os campos da nova ciência, na teoria dos sistemas, na física quântica, nas teorias do caos e da complexidade, observamos a relevância que a participação tem para a vida. Toda a vida participa da criação de si mesma, insistindo na liberdade de se autodeterminar. Toda a vida participa ativamente, junto com o seu ambiente, dos processos de coadaptação e coevolução. Nenhuma partícula sub-atômica existe independentemente de sua participação junto com as outras partículas. E mesmo a realidade é evocada por atos de participação que ocorrem entre nós e as coisas que escolhemos observar”. Cada capítulo do livro constrói metáforas entre certas perspectivas científicas e determinados fenômenos organizacionais para buscar uma melhor compreensão desses fenômenos. A premissa fundamental do livro é a existência de uma nova forma de pensar sobre o universo, as organizações e suas lideranças. Essa nova forma de pensar concebe o mundo como um espaço de convivência participativo, onde as relações são fundamentais. Assim, a autora chama a atenção de como a nova ciência pode ajudar a perceber e a observar as relações, a liderança e as práticas organizacionais. Nesse mundo de relações conseguiremos sobreviver como líderes controladores? A autora propõe que o líder seja uma força orientadora da participação e da autogestão, que compartilha informações e poder. “ A nova ciência não cessa de nos lembrar que, nesse universo participativo, nada vive sozinho. Tudo ganha forma em função do relacionamento. Somos constantemente chamados a nos relacionar – com a informação, com as pessoas, com os acontecimentos, com as ideias, com a vida. A própria realidade é criada pela nossa participação em relacionamentos. Escolhemos o que vamos perceber; relacionamo-nos com certas coisas e ignoramos outras. Por meio dessas relações, pelas quais optamos, cocriamos o mundo”. Para a autora, a visão da mudança também ganhou novas perspectivas. A nova física sugere que a mudança seja feita através do trabalho no nível da identidade, ao invés de apenas isolar e mudar uma peça defeituosa da organização. “Para desenvolver a saúde de um sistema, faça que ele se vincule mais consigo mesmo. A estratégia primordial de mudança passa a ser totalmente direta. Para mudar, o sistema precisa aprender mais sobre si consigo mesmo. Ele tem necessidade de processos que lhe devolvam a unidade. Muitos processos diferentes darão resultado, tudo o que facilitar a autodescoberta e ao mesmo tempo criar novas relações. O sistema inteiro acabará tendo de se envolver na realização desse trabalho, que não pode ficar a cargo de especialistas vindos de fora, nem de pequenos grupos”. O processo de mudança nas organizações deve se concentrar em 3 níveis vitais: 1. identidade 2. informação 3. relações “As pessoas precisam estar vinculadas com a identidade fundamental da organização ou comunidade: Quem somos nós? Quem aspiramos ser? De que maneira devemos estar juntos? E precisam estabelecer conexões com novas informações: O que mais precisamos saber? Onde podemos encontrar essas informações? Precisam ainda ser capazes de ultrapassar velhas fronteiras e desenvolver relações com pessoas de todos os setores do sistema: Quem mais precisa estar aqui para fazer esse trabalho conosco?” Margaret Wheatley revela em seu livro que conceber o mundo a partir das contribuições da nova ciência pode inspirar as organizações e os seus líderes a fazerem aquilo que os sistemas vivos fazem com tanta habilidade: aprender, adaptar-se e mudar. “O mundo que habitamos coevolui à medida que nos relacionamos com ele. Esse mundo não pode ser fixado, está em constante mudança e é infinitamente mais interessante do que podemos imaginar”.

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