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Karen Stephenson, professora adjunta no programa de MBA da Rotterdam School of Management, Erasmus University, discute como as redes (para além da atual estrutura organizacional) influenciam o desempenho dos negócios.  Muito interessante!

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Luciana Annunziata, no blog ideias pra inovar, compartilha algumas reflexões interessantes sobre as pessoas, organizações e suas relações. “A falta de tempo de qualidade para construir trocas significativas pode ser um dos grandes fatores de fracasso nas organizações contemporâneas. Esse é um dos fatores de redução da  produtividade e da originalidade das ideias. Está na raiz do comportamento dos gestores que não conseguem tempo de qualidade para solucionar dilemas que se perpetuam e reduzem ainda mais o tempo disponível". Em conversa com uma das nossas clientes, uma fala chama a atenção para o tema em questão: “... ela me falava sobre sua sensação de falta de coordenação e de tempo para reflexão e para conversas na organização em que vive”. “É geral!” dizia nossa cliente, justificando que esse não era um problema apenas da sua empresa e muito menos do gestor mencionado em nossa conversa, que ainda não tivera tempo de se aprofundar no material gerado durante um workshop pelo seu próprio time. Outra inspiração alimenta a reflexão, o vídeo: “Quando ideias fazem sexo”, um TED com Matt Ridley, professor de Oxford que nos conta como a capacidade de intercambiar é uma das chaves para o desenvolvimento e a prosperidade da nossa civilização. Ridley pontua que o desejo de trocar é um impulso humano tão forte quanto o sexo. Ter esse desejo frustrado é algo que muitos não suportam (ou suportam apenas enquanto precisam). Assim, um outro ponto sensível da falta de tempo de qualidade para as trocas é a questão da retenção de talentos. Luciana chama a atenção para duas tendências paradoxais: “Por um lado temos a “nuvem”: uma web que permite buscas, encontros imediatos, construção coletiva, indexação de conteúdos, reuniões à distância. Por outro, temos ambientes organizacionais saturados com seus próprios controles, nadando em densos mares de teorias, best practices e comunidades que muitas vezes não deslancham”. Sobre a web e suas possibilidades, ela recomenda o o livro The Future of Social Learning de Marcia Conner. E continua... “O fato é que essa cultura de nuvem gera uma pressão sobre a estrutura organizacional. Mais do que uma tendência tecnológica, é uma mudança cultural importante que se baseia num princípio cultural sólido surgido, como Ridley menciona, há 100 mil anos: o ser humano tem necessidade de trocar. Essa promiscuidade intelectual, física e econômica é fundante para o ser humano, mas é também dionisíaca e disruptiva. Só o tempo dirá como as organizações e seus procedimentos de gestão serão modificados pela emergência da cultura de nuvem. A boa notícia é que os mecanismos de auto-organização surgem mesmo a partir desse tipo de dinâmica que parece caótica. Além disso, gestão e colaboração não são princípios antagônicos e sim complementares. Adam Kahane em seu belíssimo livro Poder e Amor, mostra a dificuldade e a extrema necessidade de coordenarmos impulsos de realização individual, iniciativa e demonstrações de poder com a colaboração e o desejo de fazer parte de um todo maior. É, talvez, um dos maiores aprendizados que buscamos hoje como humanidade e as organizações são um microcosmo disso. Um dos princípios da nuvem é a visibilidade. A web é altamente econômica porque tudo é visível. Não é necessário dizer o que já foi dito ou fazer o que já foi feito. Este próprio post é uma reciclagem. Tornar visível o que existe, "taguear" e poder acessar o conhecimento de outros é algo tão simples quanto difícil para as organizações, mas pode ser um começo. Dar visibilidade é mostrar o que se sabe e o que não se sabe, é expor  planos e metas, é fazer a gestão do conhecimento e do desconhecimento (adoraria fundar essa ciência). Esse nível de transparência é difícil em ambientes em que as pessoas ainda lutam por terreno e passam o tempo demarcando áreas. As trocas são fundamentais, mas não há um ser humano sequer que troque em condições de tamanha incerteza e luta por poder". Veja o post na íntegra em ideias pra inovar.

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